24 de agosto de 2010

Tem perguntas saltitando sem respostas por aqui.



 Eu fico mesmo perdida entre a ficção e a realidade. Mas é que é tão melhor as vezes sonhar né? Claro que na rotina cotidiana de ser mãe, jornalista, mulher, amante e dona de casa, fica difícil flutuar por um terço que seja das 24h que um dia nos propõe. Mas dar uns saltinhos de vez em quando é fundamental, acredite.

Faz um tempo que venho me questionando se eu realmente quero a sorte de um amor tranquilo, aquela coisa bem cazuza.. Faz um tempinho que estou nessa empreitada de (re)descobrir colé de mesma da minha amorosidade romântica. Às vezes eu penso que sim, é isso que quero, que sempre quis, mesmo que veladamente – escondido até de mim mesma, inclusive; outras vezes eu entendo que não, não nasci pra isso e a minha própria companhia é o que me basta, ao menos na maior parte do tempo...

O que me faz ir e vir nesta questão é justamente os sentimentos novos que me tomam agora, desses tempos pra cá. Encontrei um amor (e eu acho engraçado na verdade esse negócio de “encontrar”, sobretudo quando não se estava procurando) e desde aquele bendito dia um monte de coisas diferentes aconteceram e vêm acontecendo em my life. Claro que os coloridos que se fizeram presentes deixaram tudo mais bonito, claro que é imprescindível apaixonar-se para sentir-se vivo e todos esses clichês que a gente já sabe soletrado. Mas... Até onde isso acrescenta e vale a pena? Até onde isso cabe na realidade, no dia-a-dia? Até onde se basta? Até onde quer ir? O amor parece querer sempre mais... parece um bichinho carpinteiro futucando a gente!

E então que eu fico mesmo perdida entre a literatura e as notícias. Entre a informação fidedigna e os acordes mais bonitos... E eu tento tanto misturar tudo e vejo essa mistura acontecer sem que eu me intrometa, nos momentos em que estamos juntos, encaixados, entrelaçados, exercitando esse amor que chegou de mansinho e reclamou seu lugar. Então quando esses momentos se fazem presentes na memória e no corpo, que pulsa à minha revelia e pede por você, eu esqueço de me perguntar se eu quero mesmo essa tal “sorte” de um amor tranquilo, esse tal sabor de fruta mordida... E só consigo sentir e sentir... e percebo que tem perguntas saltitando sem respostas por aqui.


Portanto, hoje, quando eu percebi que em meio a tantas distâncias e dificuldades e barreiras e impossibilidades e saudades o tempo está aí, passando e refazendo vontades e expectativas... Quando percebi que hoje fazem exatamente quatro meses (!) que nos olhamos demoradamente naquela mesa do Whiskritório... E que tantas coisas diferentes aconteceram dentro de mim a partir daquele dia, a vontade de estar perto, de saber mais sobre você, de te fazer sorrir, de transformar a sua vida, de dividir os dias, de conhecer juntos, de criar e recriar... o frio na barriga pelo medo de perder, as dúvidas, as certezas, tantos desejos, tantos quereres... Bom... Eu não sei mais o que eu devo perguntar.

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