1 de abril de 2010

Último post do Poética Cotidiana


Na minha carta de despedida eu quero lhe dizer: Valeu mesmo. Na moral.

Valeu o tempo que passamos juntos, valeu a divisão das águas lacrimais, dos risos. Valeu o abraço à distância, a preocupação, a admiração, a militância. Valeu todo o tempo que estivemos aqui.

Mas agora acabou. E sem snifs;

Porque é um ciclo que se fecha, por ter já cumprido o seu papel.
Agora eu quero me dedicar a criar outras confusões de prosódias e outras profusões de paródias que curtam novas dores e furtem novas cores, tal qual camaleão. Quero caetanear outros versos como esses, noutros meios.

Eu não me vou por completa. Não fico inteira nem metade: só desfaço algumas linhas, mas mantenho as outras tantas. Universo Bloguístico continua firme e forte. Tudo em lento suicídio também. Ainda pensando em quem mais fica. talvez só os doism deixo as outras tentativas.

E como penso de cá com meus botões que não há uma morte sequer que anunciada não revele alguns espantos, deixo a alma pairar solta, espirito leve, que ainda leve seus encantos: o blog fica aqui, pra gente olhar de vez em quando.

E que assim seja, nesta páscoa que se aproxima: eu vou mas fico, deixando aqui meus coloridos.

Agradeço a você, que vem aqui me espiar.
Um beijo apertado e estalado.
E pra rimar, um bom feriado!