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8 de janeiro de 2010

Vamos saltar os tigres e os leões nos quintais

De nada adianta você ter uma ótima idéia, se não souber ter paciência para explicá-la. Eis a questão.

Tenho milhões de idéias por dia. A maioria permanece por segundos apenas na minha cachola. É como um fluxo contínuo de idéias correndo do nada para lugar algum – ou pulando de uma gaveta a outra, gosto mais dessa visão – e de repente, as melhores são capturadas.

Das capturadas, vão quase todas para o papel. Algumas viram projetos, outras desenhos, outras risadas. Mas hoje eu respeito muito minha idéias, “minhas lágrimas e ainda mais minhas risadas e escrevo assim minhas palavras na voz de uma mulher sagrada”. Sim, vaca profana total. É o que sempre digo ao James.

O lance é que “eu fica fora de mim” quando perco alguma. E é rápido que acontece. A idéia vem, vc lá entretido noutra coisa, aí pede um minuto de paciência a Tico e Teco e os num piscar de olhos os dois filhos da puta já foram dormir.

Explicar idéias pra mim, portanto. Antes pra mim do que pra outros.
Mas eu sou assim explícita mesmo e gosto de expor minhas idéias, meus conceitos, minhas prerrogativas. Gosto principalmente de ilustrá-las com palavras, como o faço agora.

O povo me pergunta constantemente como eu consigo fazer tanta coisaaomesmotempoagora. Mas eu só sei ser sendo assim. E a gente só é, sendo.

Por exemplo: não sei lidar muito bem com o ócio, apesar de saber descansar hoje mais que antes, depois de tantos puxões de orelha; não sei lidar também lidar com rotinas fixas. Meu tempo é agora e flexibilidade é um elemento essencial para a não dispersão; demoro pra dormir e tenho preguiça de acordar, então, não há um dia sequer de manhã que não acorde pensando em virar minha vida de ponta cabeça.

Durante o dia por exemplo, em frente à tela do computador, escrevo entre quatro e seis matérias por dia e nos ínterins atualizo os blogs, leio e respondo e-mails, converso no msn, vejo novos sites, leio notícias. E ainda levanto e saio pra apurar notícias, bebo água, faço xixi e atendo e faço ligações.

Meus dias nunca são iguais e é exatamente isso que me move. Sou inquieta por natureza e só aprendi de fato a importância de ter regras e limites depois da maternidade. Hoje além de traçar diretrizes pra Juan, as traço também pra mim. Mas me respeito muito, como disse antes.

Isso também me dá medo. Medo de um dia, sei lá, não poder trabalhar com jornalismo, com a palavra e ter de virar telefonista, por exemplo. Eu morreria.

Mas meu sonho mesmo que pretendo realizar dentro de dez anos, no máximo, é poder estar no mínimo de tempo possível – ou nem estar – dentro de uma empresa / organização. Quero trabalhar em casa, traçar meu ritmo, varar madrugadas, dormir de manhã. É um sonho antigo que venho batalhando pra conquistar. E sei que vou conseguir.

E cada vez que aprendo mais e mais a expor o que penso e o que sinto, vou percebendo essa conquista mais próxima a mim. É como um longo caminho a ser percorrido, com atalhos e trechos longos, com pedras e espinhos, correntezas, tempestades no caminho. Mas há também as flores. Há também os cheiros das flores e as cores; há os ciclos.

Acreditar nas idéias é fundamental. Conheço muito mais pessoas do que gostaria que aos 50, 60 anos não souberam aproveitar nem metade das idéias que teve no decorrer da vida. Oportunidades não são lineares, assim como a vida não é. Tudo é circular e transitório.

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