21 de janeiro de 2010

Lar, doce lar.

Quando transformamos a casa onde vivemos em um lugar sagrado, tudo a nossa volta ganha força e reconhecemos energias que pensávamos estar estagnadas ou até mesmo, que não existiam. Esse é o meu momento. Momento de comunhão com o espaço em que vivo, um espaço tão desejado e alcançado com o meu esforço, com a minha luta. Isso me deixa feliz e consegue sobrepor as chateações muitas do dia a dia sabe?

E essa comunhão com a casa tem sido imprescindível nesses tempos de insônia braba, por exemplo. Nas últimas madrugadas criei uma cacetada de coisas, desde porta-revista até argumentos para novos livros. Tudo é passível de criação no tempo que insiste em ser meu, na madrugada. Eu canto, danço, escrevo, choro, encafufada em meu lar. Ontem as duas da manhã tive uma ótima surpresa enquanto procurava uma caixa de fósforo: encontrei grana guardada há tempos!

Adoro reencontrar coisas. Ter de novo a alegria da primeira vez. É delicioso isso.

A casa é o nosso corpo no mundo. Tem a nossa cara, a cara que queremos ter. É onde Eu se diverte. Ontem escrevi uma frase que ficou guardada na memória: é inevitável que Juan seja feliz. Penso mesmo assim. E agora então, restam poucas dúvidas.

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