22 de julho de 2010

Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Eu passo o dia tooooooooodo escrevendo uma monte de coisa chata. Então quando eu chego em casa eu quero me divertir. Problema é que quero me divertir e assistir a novela nova, ver o jornal, ler um capítulo do livro, fazer o almoço do dia seguinte, ajudar Juan com as tarefas de casa e mais pequenas quinhentas coisas que possam surgir. Então como pelamordedeus a pessoa pode dormir cedo? Como a pessoa pode acordar linda e loira no dia seguinte, com um humor de lustrar móveis e um sorriso indecifrável de manequim?

Impossible.

Quando é meu jesuisinho cristo, que a sorte vai abrir um largo sorriso pra mim e vai me apresentar uma possibilidade de comprar o pão do dia com um din din que não seja proveniente de uma assessoria. Anos nessa. cansadona mesmo, na moral. Eu nasci pra correr atrás de notícia minha gente, percorrer cidades, conhecer pessoas, traçar perfis, viajar, escrever novos projetos, tomar banho de mar de noite.. essas coisas... E definitivamente, não nasci pra viver longe dos meus amigos. Ah, não nasci mesmo. Eu sou uma pessoa que pensa em conjunto, como já me disseram com mel e com fel.

Essa semana escrevi a frase que faltava no muro la de casa, palavras do Manoel de Barros, sábias palavras que me traduzem inteira. Deguste comigo:

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

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