18 de novembro de 2010

Tempo tempo tempo tempo...

O fim. É difícil mesmo dimensionar-se dentro dessa palavra. Sobretudo quando a cabeça e o coração não concordam entre si sobre isso. Um grita um querer, o outro formula medidas. E entre os limites de mim mesma, estou eu, sozinha, perdida ainda.

O tempo de luto é coisa séria, não se pode subestimar. Estipular um prazo seu, ainda mais importante. Porque dor de amor se deixar, dura anos... e ferida que não seca, dói demais em hora imprópria. E de mais a mais, ninguém com tanto projeto como eu tem tempo pra ficar sofrendo, né... Então chegou a hora de deixar que as lágrimas escorram, de misturá-las debaixo do chuveiro, até que alma esteja limpa e aos poucos se seque, quarada de sol do verão que está por vir.

O negocio é não ficar introspectiva a ponto de se atrapalhar, de afogar-se em si. E nem mentir, fingir pra si mesma.

Aí o Personare diz: "...Trata-se de um aviso para que você possa gozar melhor os prazeres da vida, permitindo-se situações e encontros que lhe proporcionem felicidade. Você merece, após tantas coisas, passar por uma fase de satisfação do ego. Divirta-se! Procure, neste momento, afastar-se voluntariamente das coisas e pessoas que lhe causam desprazer. Estimule tudo o que lhe parecer satisfatório, principalmente no que diz respeito à satisfação dos sentidos: as coisas belas, gostosas, estimulantes".

É isso.
Hora de morfar. De deixar nascer um novo ciclo. Dolorido, doloroso... Mas sempre em frente, porque não há tempo a perder.
 
 

Um comentário:

  1. Tenho um amigo muito querido, o Sérgio, que diz que o pior é quando o amor não é suficiente para um casal ficar junto.

    Pensando bem, amar não é suficiente. Ser amado não é suficiente. Querer não é suficiente. Investir não é suficiente. Tentar não é suficiente. Sofrer tampouco.

    Mas o que será, meu Deus, esse tal de “suficiente” que resolve, né, amiga? O que será?

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