16 de fevereiro de 2010

Por isso chame, chame, chame , chame gente!!!

Acho que não importa quantos anos eu tenha, o quanto eu viva: sempre vou chorar ouvindo Chame Gente... porque, "imagina só que loucura essa mistura"...

Lembro de uma episódio, eu e Carol no Auditório do Irdeb, não lembro que evento era exatamente, mas o Armandinho lá, indescritivelmente fantástico com sua guitarra baiana e começou a música... e eu tentei - eu sempre tento - mas as lágrimas vêm, inevitavelmente.

É uma emoção e como tal, tem os mistérios da inexplicabilidade, se é que já colocaram essa palavra nos dicionários - esquecem de colocar lá tantas - mas o fato é que "alguma coisa acontece no meu coração" quando ouço já os primeiros acordes desse hino.

Eu gosto de carnaval. Não gosto de sua atual configuração, mas eu gosto demais do carnaval. Hoje, o adro da casa de Jorge Amado que Caetano cantou lá no Haiti, são os camarotes com suas elites que não se misturam com os pretos, "dando porrada na nuca de malandros pretos e outros mulatos, só pra mostrar aos outros quase pretos - e são quase todos pretos - como é que pretos, pobres e mulatos são tratados".

E os trios independentes vêm pra nos lembrar o qe os novos baianos cantavam com mais fervor: "todo dia era dia de índio. Mas agora ele só tem o dia 19 de abril".

E tem as apelações tão desnecessárias: mulheres peladas em cima dos trios, com suas xerecas anunciando os produtos mais variados. Longe de mim a censura ao nu. Mas esse apelo barato só agrada os mela-cuecas de plantão.

E os blocos podem até colorir as ruas", como diz a DanielaMercury. Mas com suas cordas, elementos catalizadores da violência, tomam as ruas, espremendo o povo nas calçadas, dividindo as pipocas de fogão das pipocas de microondas.

É um auê o carnaval, porque "a pé ou de caminhão não pode faltar a fé"... E eu gosto muito do Fricote.

De tudo que mais gosto, o circuito Batatinha com seus bonecões, com o maracatu da Boiada Multicor, suas marchinhas. Eu sou a típica veinha com os dedinhos pra cima. E sou também a tiete do chiclete, da Ivete. "E a gente se completa, enchendo de alegria, a praça e o poeta".

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