6 de setembro de 2010

Se já perdemos a noção da hora..

Segunda-feira, véspera de feriado. Dia de caixa de e-mail vazia, quase nada pra escrever e você trabalhando. Só vc, claro, porque estudou pouco ou então acreditou que ser jornalista era um caminho. E eu que tenho medos pavorosos do ócio – não dele por ele mesmo e nem dele quando estou em casa, simplesmente, podendo ficar na cama, acompanhada ou não – estou tentando não surtar e acima de tudo, acordar.

Mas eu nem quero falar de Alagoinhas. Quero é dizer que chegar em Salvador e descobrir que a rodoviária finalmente tem um sanitário novo é muito bom, mas descobrir que é preciso pagar um real para mijar é triste.

E o que me dizem de ver a cara da cidade às sete e meia e só conseguir descer na rodoviária uma hora depois, engarrafada no iguatemi? Pois eu tenho uma melhor: mofar num ponto de ônibus e só chegar às 11 no flamengo. Que me dizem?

A cidade está cada vez mais inchada e insuportável. As pessoas parecem deseducar-se cada dia mais e a Estação Iguatemi é o inferno que Dante não conheceu.

Mas passar o final de semana rodeada de amigos não tem preço. E salvador continua me encantando nas madrugadas, quando as ruas estão semi-vazias, com alguns carros apressados cortando avenidas e toda poética que há longe dos postos de gasolina, claro, onde algumas criaturas disputam para ver quem toca mais pagode e sertanejo por minuto.

Pouco vi o mar desta vez. Furei com um monte de gente, tomei muita cachaça e ri muito!

Agora o lance é controlar as pálpebras. E tentar esquecer que amanhã é feriado. Pros outros.



p.s. Claudinhaaaaa! Tem carta no caminho pra vc! 

Um comentário:

Abra a boca e mostra a língua!