28 de setembro de 2010

Poetizar-se

Não quis mais esperar e partiu.
Numa noite ainda fria
quando chegava a primavera,
ele partia.
Passou noites insones a pensar na melhor forma de ir
E se foi decidido de que jamais regressaria.

Imaginou fronteiras de versos
Pensou em luzes e sombras,
em canteiros infinitos de flores,
na escuridão pulsante
que se aproximaria a beijar sua face
e se foi...

Talvez fosse meu melhor poema
Talvez nada disso fosse
Talvez eu seja só o homem
com vontade de partir

3 comentários:

  1. Eu descobri sua carta hoje, Isa, escondidinha entre uns jornais antigos. Alguém encontrou na caixa do correio e achou bacana esquecer de me entregar. Ninguém merece.

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  2. rsrsrs, acontece! o imporantante é o momento da descoberta. e poder desfrutá-lo.. ah que delícia!!

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