3 de março de 2010

Eu ser

Dia a dia, poesia
Emendada por fios de horas tardias
Confesso:
Não sou poeta de ofício, mas de verso

Mas como o queria!
Só meus neurônios sabem a agonia
Suspiros, gemidos, protesto:
Nem só de ofício vive o poeta,
nem só de verso.

E se há em mim todos os mistérios do mundo,
manifesto:
Sou poeta de mim, meu próprio verbo.

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