Estou em crise textual. De novo... Ontem falávamos sobre isso, eu e Juan. E ele observou que estamos nessa juntos: eu na escrita e ele nos desenhos. Pensamos em alguns possiveis fatores propulsores deste estado, mas nada encontramos de concreto. Fato é que tenho escrito pouco coisas de fato interessantes. E isso me mata.
Eu tento justificar com o fato de passar o dia escrevendo outras coisas...Textos chatos sobre coisas que me interessam menos a cada dia. Textos jornalísticos demais, informativos demais... E a literatura vai se esvaindo, achando brechas apenas na tinta...
Preciso de incentivo. Eis a questão. Preciso voltar a estudar, estar em grupos mais interessantes, para buscar pautas mais interessantes que satisfaçam a mim e aos meus leitores. Atualmente isso tem acontecido pouco... A semana é tão cansativa, tantas coisas acontecendo, afetando o cognitivo... uma merda.
Eu vou trabalhar isso melhor... E prometo voltar com frases melhores, mais saborosas. Palavra de escoteiro!
6 de agosto de 2010
5 de agosto de 2010
Tava vasculhando o antigo Poéticas e encontrei esse texto que escrevi em novembro de 2008! Inevitável sorrir pensando no agora...
Engraçado: Tudo se planeja, menos o amor. Planejamos as férias, as cirurgias, as dietas, os orçamentos… Pois eu também queria planejar os namorados. Seria algo mais ou menos assim: Em Março, encontrar um namorado – Porque antes nem meu próprio braço eu tenho tempo pra beijar. Inteligente, alto, charmoso, gostoso, bom de cama, de garfo e de humor.
Que goste de crianças e que tenha mais de 30. Seguro de si e que entenda a diferença entre frescura, drama e TPM (imprescindível, convenhamos)… Que tenha muitos amigos “de rocha”, que entenda que estar junto não é ser um só e que encare e repense seus preconceitos sempre e sem muitas neuras; Que admire a natureza, que se revele artista no cotidiano, que saiba tocar um instrumento; atencioso, que entenda o português, os seus porquês – e os meus, de quebra – e que saiba diferenciar pós de ervas e que tenha esquizofrenia controlada;
Que goste de sair sozinho, que não seja implicante, que pondere os ciúmes, que controle a posse e que se orgulhe de mim sendo eu quem sou; Que se dê bem com meus amigos sem ser forçado, que saiba a diferença entre intimidade e intromissão e que não tenha vergonha de peidar na minha frente, mantendo as devidas discrições, obviamente; Que goste de filmes – no cinema e em casa – e de teatro – idem -, de circo sem animais e de chuva. E mais um monte de detalhezinhos sórdidos que a gente não conta, só pensa…
Enfim. Queria que fosse possível planejar romances. Isso facilitaria minha vida horrores! Mas não é por aí. E quando tenta ser, invariavelmente dá merda… e haja caquinhos pra catar depois, lá e cá.
Então, enquanto não encontro um jeitinho de, ao menos, ajeitar o regulador de caça, vou regulando o desnivelamento de emoções, evitando taquicardias agudas e flexadas despropositais.
Aí, penso cá com meus botões, deposi que m- planejado ou não – encontrar mais uma vítima, digo, namorado, depois de três ou quatro meses de paixão intensa, sento eu e escrevo mais um desses desabafos tragicômicos, falando em como seria legal se pudéssemos planejar bonitinho o fim dos relacionamentos. Só não sei se também começaria com um “engraçado”…
Que goste de crianças e que tenha mais de 30. Seguro de si e que entenda a diferença entre frescura, drama e TPM (imprescindível, convenhamos)… Que tenha muitos amigos “de rocha”, que entenda que estar junto não é ser um só e que encare e repense seus preconceitos sempre e sem muitas neuras; Que admire a natureza, que se revele artista no cotidiano, que saiba tocar um instrumento; atencioso, que entenda o português, os seus porquês – e os meus, de quebra – e que saiba diferenciar pós de ervas e que tenha esquizofrenia controlada;
Que goste de sair sozinho, que não seja implicante, que pondere os ciúmes, que controle a posse e que se orgulhe de mim sendo eu quem sou; Que se dê bem com meus amigos sem ser forçado, que saiba a diferença entre intimidade e intromissão e que não tenha vergonha de peidar na minha frente, mantendo as devidas discrições, obviamente; Que goste de filmes – no cinema e em casa – e de teatro – idem -, de circo sem animais e de chuva. E mais um monte de detalhezinhos sórdidos que a gente não conta, só pensa…
Enfim. Queria que fosse possível planejar romances. Isso facilitaria minha vida horrores! Mas não é por aí. E quando tenta ser, invariavelmente dá merda… e haja caquinhos pra catar depois, lá e cá.
Então, enquanto não encontro um jeitinho de, ao menos, ajeitar o regulador de caça, vou regulando o desnivelamento de emoções, evitando taquicardias agudas e flexadas despropositais.
Aí, penso cá com meus botões, deposi que m- planejado ou não – encontrar mais uma vítima, digo, namorado, depois de três ou quatro meses de paixão intensa, sento eu e escrevo mais um desses desabafos tragicômicos, falando em como seria legal se pudéssemos planejar bonitinho o fim dos relacionamentos. Só não sei se também começaria com um “engraçado”…
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Isa Lorena
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Nova edição
Sou fogo e calma. Contradição, camaleoa. Sou música. Sou vida através das músicas, das sonoridades. Sou letras. Palavras. Gosto de recitá-las, de sabê-las, gosto de criá-las. Gosto do criar.
Sou sandálias com queda por tênis e altos saltos para a feminilidade… Sou intuição. Sou o não acreditar querendo… Sou mãe. Sou filha. Sou mulher, com resquícios de menina… Sou bruta, sou meiga, cruel, sarcástica e as vezes me amo tanto sendo assim…
Sou corpo, sou d(eu)s. sou uma essência que se busca. Que se perde sempre quando pensa que se acha. Sou Chico Buarque eternamente, sou Caetano de cabelos longos e Gil, muito antes do ministério. Sou os clássicos sem saber quem são. Sou pintura, tinta que se espalha na tela e fora dela, pelo chão, pelo teto, pelos corpos... Sou casa. Sou rua. Sou gente. Sou a eterna descoberta. Sou ávida, eufórica, fatídica, trágica e impulsiva. “O primeiro drama, a primeira dama, o primeiro amor”.
Sou o querer. E quero tanto tudo… Sou o silêncio na tentativa do não angustiante. Sou pressa e perfeição. Sou poesia, numa tentativa ininterrupta de ser poeta. Sou Fernando Pessoa, fingidor… Sou virtudes. Transparência. Sou sangue. Literalmente doadora dentro e fora do meu O positivo.
Sou mar, praia deserta. Sou álcool e sou água de coco. Sou sexo. Sou o meu sexo, o seu sexo, o nosso. Sou dedos e sou orgasmos acompanhados ou não. Sou o toque, sou o olhar, sou a busca incessante de prazer. Sou carne, sou fruto e sou sede. Sou o fálico, o escondido, sou entradas e entranhas. Sou varinha de condão, sou momento e sou magia. Sou orgia. Sou pernas abertas e entrelaçadas. Sou chão. Sou parede e sou gritos.
Sou escrita, com vestígios de informática. Sou correio, sou cartas de amor, todas elas ridículas. Sou Elis Regina e sou lágrimas ao ver Juan também sê-lo. Sou calma e impaciência, sou clara Nunes, Cássia Eller, Vânia Abreu e Elza; sou suas vozes, tão humanas e femininas. Sou águas de Março com ou sem o Tom. Sou Leminski, sou concreta em minhas abstrações. Sou a palavra que nunca foi dita, sou aquela que não termina. Sou a marginalidade sutil. Sou roupa leve, larga… Sou Frida. Sou pássaros cantando de manhã e a sou a calma da madrugada. Sou as cinco da tarde e sou o vermelho do pôr do sol. Sou erva. Sou suco de laranja e café com cigarro. Sou vermelho, sou preto, sou colorida.
Sou Salvador. Sou os casarões antigos, sou coisas antigas, sou antiga. Sou brechós e antiquários. Sou ribeira, sou Pelô, sou comércio, Santo Antonio e sou Carmo, sem hotel. Sou os planos inclinados ativados ou não. Sou elevador Lacerda e Taboão. Sou os casebres entre a cidade alta e baixa. Sou a cidade vista do mar, sou o mar, seus barcos, seu porto, seus navios, sua história. Sou Mercado, sou modelo, sou a luta de seus inúmeros fantasmas. Sou a baía e sou todos os santos… Sou a travessia para Itaparica. Sou outras ilhas sem saber. Sou árvores centenárias e sou plantinhas. Sou nuvens. Sou museus. Sou público. Sou a contorno a pé.
Sou o pensar querendo trégua. Sou cansaço e o novamente construir sem respaldos ou patrocínios. Sou a procura. Sou o achado de outros que não são procura. Sou a dificuldade do amar, suas incertezas. Sou meu filho e sou a certeza de um amor sem fronteiras. Sou o educar. Sou anatomia. Sou Raul em suas paranóias e metamorfoses ambulantes. Sou teatro, sou cinema, sou arte. Sou artista da minha arte. Sou a minha, as outras tantas artes.
Sou meus amigos. Sou saudade. Sou Rio de Janeiro e sou mangueira, onde o Rio é mais baiano. Sou despedidas sem lágrimas, sou o oculto, sou orgulho e sou paixão. Sou meu pai e minha mãe. Sou aqueles que ainda não conheci.
Sou fotografia… Sou fotos da cidade, inusitadas, de pessoas, de casebres, conhecidos ou não. Sou profundidade. Sou a baianidade nagô. Sou terreiros, sou igrejas, templos, religiões. Sou o místico, o cético e o ateu. Sou o Jesus político, sou cruz, sou forca e pelourinho.
Sou sempre mais a cada linha, a cada outono, a cada março, a cada ciclo. As vezes Isa, as vezes Lorena. Sempre um híbrido poético. Sou o tempo que passou, mas nunca acaba.
Sou sandálias com queda por tênis e altos saltos para a feminilidade… Sou intuição. Sou o não acreditar querendo… Sou mãe. Sou filha. Sou mulher, com resquícios de menina… Sou bruta, sou meiga, cruel, sarcástica e as vezes me amo tanto sendo assim…
Sou corpo, sou d(eu)s. sou uma essência que se busca. Que se perde sempre quando pensa que se acha. Sou Chico Buarque eternamente, sou Caetano de cabelos longos e Gil, muito antes do ministério. Sou os clássicos sem saber quem são. Sou pintura, tinta que se espalha na tela e fora dela, pelo chão, pelo teto, pelos corpos... Sou casa. Sou rua. Sou gente. Sou a eterna descoberta. Sou ávida, eufórica, fatídica, trágica e impulsiva. “O primeiro drama, a primeira dama, o primeiro amor”.
Sou o querer. E quero tanto tudo… Sou o silêncio na tentativa do não angustiante. Sou pressa e perfeição. Sou poesia, numa tentativa ininterrupta de ser poeta. Sou Fernando Pessoa, fingidor… Sou virtudes. Transparência. Sou sangue. Literalmente doadora dentro e fora do meu O positivo.
Sou mar, praia deserta. Sou álcool e sou água de coco. Sou sexo. Sou o meu sexo, o seu sexo, o nosso. Sou dedos e sou orgasmos acompanhados ou não. Sou o toque, sou o olhar, sou a busca incessante de prazer. Sou carne, sou fruto e sou sede. Sou o fálico, o escondido, sou entradas e entranhas. Sou varinha de condão, sou momento e sou magia. Sou orgia. Sou pernas abertas e entrelaçadas. Sou chão. Sou parede e sou gritos.
Sou escrita, com vestígios de informática. Sou correio, sou cartas de amor, todas elas ridículas. Sou Elis Regina e sou lágrimas ao ver Juan também sê-lo. Sou calma e impaciência, sou clara Nunes, Cássia Eller, Vânia Abreu e Elza; sou suas vozes, tão humanas e femininas. Sou águas de Março com ou sem o Tom. Sou Leminski, sou concreta em minhas abstrações. Sou a palavra que nunca foi dita, sou aquela que não termina. Sou a marginalidade sutil. Sou roupa leve, larga… Sou Frida. Sou pássaros cantando de manhã e a sou a calma da madrugada. Sou as cinco da tarde e sou o vermelho do pôr do sol. Sou erva. Sou suco de laranja e café com cigarro. Sou vermelho, sou preto, sou colorida.
Sou Salvador. Sou os casarões antigos, sou coisas antigas, sou antiga. Sou brechós e antiquários. Sou ribeira, sou Pelô, sou comércio, Santo Antonio e sou Carmo, sem hotel. Sou os planos inclinados ativados ou não. Sou elevador Lacerda e Taboão. Sou os casebres entre a cidade alta e baixa. Sou a cidade vista do mar, sou o mar, seus barcos, seu porto, seus navios, sua história. Sou Mercado, sou modelo, sou a luta de seus inúmeros fantasmas. Sou a baía e sou todos os santos… Sou a travessia para Itaparica. Sou outras ilhas sem saber. Sou árvores centenárias e sou plantinhas. Sou nuvens. Sou museus. Sou público. Sou a contorno a pé.
Sou o pensar querendo trégua. Sou cansaço e o novamente construir sem respaldos ou patrocínios. Sou a procura. Sou o achado de outros que não são procura. Sou a dificuldade do amar, suas incertezas. Sou meu filho e sou a certeza de um amor sem fronteiras. Sou o educar. Sou anatomia. Sou Raul em suas paranóias e metamorfoses ambulantes. Sou teatro, sou cinema, sou arte. Sou artista da minha arte. Sou a minha, as outras tantas artes.
Sou meus amigos. Sou saudade. Sou Rio de Janeiro e sou mangueira, onde o Rio é mais baiano. Sou despedidas sem lágrimas, sou o oculto, sou orgulho e sou paixão. Sou meu pai e minha mãe. Sou aqueles que ainda não conheci.
Sou fotografia… Sou fotos da cidade, inusitadas, de pessoas, de casebres, conhecidos ou não. Sou profundidade. Sou a baianidade nagô. Sou terreiros, sou igrejas, templos, religiões. Sou o místico, o cético e o ateu. Sou o Jesus político, sou cruz, sou forca e pelourinho.
Sou sempre mais a cada linha, a cada outono, a cada março, a cada ciclo. As vezes Isa, as vezes Lorena. Sempre um híbrido poético. Sou o tempo que passou, mas nunca acaba.
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Isa Lorena
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4 de agosto de 2010
A vida humana é, na maioria das vezes, uma roda incessante de repetições. É quando finalmente paramos para entender melhor o que tanto se repete em nossas existências que é possível dar um salto e amadurecer.
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Isa Lorena
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Sobre a saudade
Ontem escrevi sobre a saudade no outro blog. E ontem mesmo, à noite, ela me fez chorar, feito criança que perde um brinquedo importante – considerando que todos o são – e não sabe o que fazer para apaziguar a dor. Demorou pouco o cair das lágrimas, que não desceram turbulentas, apenas desceram.
A saudade de ontem foi específica: eu queria cozinhar com ele. Queria que estivesse ali comigo, naquele momento, para criarmos juntos. Essa impossibilidade de compartilhar tem me afetado bastante, tenho notado isso cada vez mais freqüente. E o que acho engraçado depois que a dor ameniza, é saber que se caso houvesse a possibilidade real de estar mais perto, eu entraria certamente em contradição, pois isso afetaria meu tempo e espaço de tal maneira a vir a me sentir sufocada e isso e aquilo e coisa e tal.
Mas eu sinto mesmo mais forte esse querer. Sinto-o latente a vontade de estar mais perto dele. Não classifico isso como amor. Mas também não há só paixão aqui. Deve ser qualquer coisa de intermédio. Deve ser...
A saudade de ontem foi específica: eu queria cozinhar com ele. Queria que estivesse ali comigo, naquele momento, para criarmos juntos. Essa impossibilidade de compartilhar tem me afetado bastante, tenho notado isso cada vez mais freqüente. E o que acho engraçado depois que a dor ameniza, é saber que se caso houvesse a possibilidade real de estar mais perto, eu entraria certamente em contradição, pois isso afetaria meu tempo e espaço de tal maneira a vir a me sentir sufocada e isso e aquilo e coisa e tal.
Mas eu sinto mesmo mais forte esse querer. Sinto-o latente a vontade de estar mais perto dele. Não classifico isso como amor. Mas também não há só paixão aqui. Deve ser qualquer coisa de intermédio. Deve ser...
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