Eu faço dezembros em março...
... E samba e amor até mais tarde.
18 de março de 2011
17 de março de 2011
.Colapso.
Para agora: Introspecção, reflexão e busca pelo entendimento das coisas que precisam ser transformadas.
Talvez seja a proximidade da lua com a terra.
Talvez seja o abalo com as imagens vindas do Japão.
Talvez seja o cansaço de trabalhar tanto com algo que não dê mais tesão.
Talvez seja a distância do abraço dos amigos verdadeiros.
Talvez seja saudade reprimida de planos frustrados.
Talvez seja a ausência de um beijo apaixonado.
Talvez seja o inferno astral antes do aniversario.
Talvez seja a falta de uma faxineira.
Talvez seja falta de chá de camomila.
Talvez seja solidão pulsante.
Talvez sejam as unhas sem fazer a mais de um mês.
Talvez seja saudade do mar.
Talvez seja medo do medo da entrega.
Talvez seja falta de uma noite inteira de sono.
Talvez seja a soma de todas essas coisas e outras tantas mais...
Mas a verdade é que me sinto a beira de um grande e assustador ataque de nervos.
Momento para harmonizar as crises. O grande ponto do momento é entender o que lhe desagrada e perceber como não é difícil resolver tais questões, com as atitudes apropriadas e justas.
Talvez seja a proximidade da lua com a terra.
Talvez seja o abalo com as imagens vindas do Japão.
Talvez seja o cansaço de trabalhar tanto com algo que não dê mais tesão.
Talvez seja a distância do abraço dos amigos verdadeiros.
Talvez seja saudade reprimida de planos frustrados.
Talvez seja a ausência de um beijo apaixonado.
Talvez seja o inferno astral antes do aniversario.
Talvez seja a falta de uma faxineira.
Talvez seja falta de chá de camomila.
Talvez seja solidão pulsante.
Talvez sejam as unhas sem fazer a mais de um mês.
Talvez seja saudade do mar.
Talvez seja medo do medo da entrega.
Talvez seja falta de uma noite inteira de sono.
Talvez seja a soma de todas essas coisas e outras tantas mais...
Mas a verdade é que me sinto a beira de um grande e assustador ataque de nervos.
Momento para harmonizar as crises. O grande ponto do momento é entender o que lhe desagrada e perceber como não é difícil resolver tais questões, com as atitudes apropriadas e justas.
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Isa Lorena
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16 de março de 2011
"A esperança é meu pecado maior"
Frase da Lispector que caiu como luva no meu hoje, de olhos maiores, de visão embassada, de trsiteza atravessada na garganta, de vontade de chorar quando não devo.
Quero tanto mudar, sinto um impulso maldito. Mas lá no fundo, fica tão dificil acertar comigo o fim dos meus principios mais intrinsecos: respeito, solidariedade e despreendimento com o próximo. Próximos estes que já aprenderam o que insiste em desviar de mim: o egoísmo seco, que não se importa em esmagar o outro em detrimento de si proprio.
Agora é melhor ficar quietinha, porque inferno astral parece muito com tpm. Tem sintomas parecidos, tem sensibilidade exagerada... Mas enquanto os anos passam e o tempo deixa suas marcas em minha vida, fica inevitável não perceber uma coisa que até já me disseram antes, mas só agora a ficha cai de uma vez: Quanto mais envelhecemos, mais emotivos nós ficamos... E para uma ariana em ascendente em câncer, me parece, Isa Lorena, há muitas coisas a aprender...
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Isa Lorena
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15 de março de 2011
O meu amor...
Ele tem um sotaque dual, uma fonoaudiologia muito própria, algo entre a Bahia e o Rio, com palavras muito suas, com puxadas naturais. Tem manias de velho: coça a cabeça e fala sozinho, alma antiga desse mundo que me escolheu pra guardiã, sua mentora e parteira, mãe de muitos sins e muitos nãos.
Ele senta na latrina com uma pilha de revistas e conhece os seus cheiros e sua geografia, como toda gente sábia, que não acanha em mergulhar. Tem espírito de artista, olhar profundo, calma cativa. E respeita a si e ao mundo, cada coisa em seu lugar.
Ele come devagar, na sua manha de menino e reclama pra tomar banho, mas demora pra sair tanto quanto para entrar. Tem suas teimas, tem seus vícios, mas aprendeu a caotizar tudo e do alto da colina, aprender a repensar. Se reinventa, se descobre, gosta de fogueira e vela; filho de bruxa, neto de nobres, pensador de texto e rascunho, vive sempre a matutar.
Ele se chama Juanito. O Don Juan, o meu carlito, com suas gaiatices (pai)téticas, de gargalhadas pelo ar. Ele é feliz e me apaixono, dia a dia, plano a plano, grafias nossas, amor eterno, do mais profundo e dialético, que no mundo há de se inventar.
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Isa Lorena
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14 de março de 2011
A
palavra
sai
repetida
Sufocada
pelo
engasgo
que
assola
Tudo
esmaece
à
solidão
pulsante
Que
tomada
louca
já
aflora
palavra
sai
repetida
Sufocada
pelo
engasgo
que
assola
Tudo
esmaece
à
solidão
pulsante
Que
tomada
louca
já
aflora
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Isa Lorena
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