19 de janeiro de 2011

Isso nem é post, né?

Não sei se exausta seria a palavra certa pra denominar como ando me sentindo, mas meu corpo não sabe definir-se de uma forma mais cabível nesse instante. Me vejo cada vez mais acuada a redefinir meu modo de vida e por mais que haja um descompasso entre o querer e o poder, sei que posso melhorar tudo isso, mesmo que aos poucos, mesmo que naquela das doses homeopáticas, coisa e tal. Trabalhar 12, 14 horas por dia está acabando comigo. de verdade. E eu tenho até vergonha de me lamentar, porque ieu escolhi ser jornalista nessa porra, então agora é conciliar as consequencias mesmo. Ou na verdade isso nem seja uma lamentação. É só um desabafo mesmo... E sabe? O que me incomoda não é efetivamente trabalhar tantas horas por dia. Juan se estivesse lendo isso agora me chamaria atenção pra isso, certamente. O que me incomoda muito, sobretudo nos últimos anos, é dedicar tantas horas a uma coisa só. E o pior: ver outros projetos correndo na marginal, como moleque que espera a hora certa pra saltar dentro do trem. 

Assim o é. E não me agrada. 

E eu ainda tenho uma mania burra de me meter a fazer milhões de coisas ao mesmo tempo, achando que o mundo pode acabar amanhã - e ele pode mesmo né - e eu morro de medo de ir embora e não fazer o que quero, o que planejo... e me orgulho de, ao menos, não reter ideias, já que sei que não posso dar conta de todas. Daí uma brincadeira que adoro é solta-las no ar, esperando ansiosa que alguém as apanhe - e adote. 

Foi assim na faculdade, na época do tcc. E até hoje lembro dos meus professores queridos sugerindo abrir uma barraquinha de ideias... rs 

Noas lembranças que acalmam um tantinho... Mas volto à realidade lembrando que preciso mesmo é de mais disciplina, enquanto simultaneamente me cobro menos, fazendo mais. 

Eu sabia o que me esperava quando optei por essa vida. Mas continuo sonhando alto, com jornadas reduzidas de trabalho para os outros e tempo livre de forma expandida para mim. Pra curtir minha casa, ouvir mais musica, ver mais filmes, estar mais com meus amigos, cozinhar e sobretudo, sair pelo mundo com Juan de guia. Eu só peço a deus um pouco de malandragem... sacomé? 

2 comentários:

  1. Quer uma dica franca, daquelas de verdade? O que não ficou bem feito em oito horas de trabalho por dia não vai ficar bacana em 12. Ponto. É quase a lei da selva, eu diria.

    Repita comigo: 8 horas, 8 horas, 8 horas.

    8 horas de trabalho
    8 horas de sono
    8 horas de lazer, de pensar, de não fazer nada (que é importante também).

    As gerações anteriores batalharam muito por cada 8 horas dessas, Isa. Temos que fazer por merecer tanta luta.

    : )

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  2. Pois eu concordo com vc em gênero, número e grau. E digo ainda mais: Pra esse trabalho fixo que me sustenta na atualidade, bastaria que me prendessem numa sala por apenas quatro horas, e tudo se resolveria. Não é uma questão de demanda e sim de imposições superiores... complicado mesmo de se resolver...

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