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9 de agosto de 2011

Silêncio cortante...

Acho que estou um tanto desgastada de mim mesma. Sei que me cobro em demasia, sei que sou critica maior de mim mesma, mas tudo tem parecido tão enfadonho e essa cadeira, minhas pernas paradas, um não viajar que se acumula, palavras não ditas, outras tantas entregues, uma mediocridade que não me convém, que me desagrada, motivos inteiros, caretas, partidas... 

Me sinto sozinha dentro de mim mesma. Uma solidão criada e alimentada não sei porque, não sei como. Cansada de ser menos do que gostaria... eu não sei nem mais explicar... Só sei que levantar todas as manhãs e dirigir para o mesmo lugar já me causa uma gastrite aguda e me faz fraquejar inda mais pensar que.. isso não vai mudar... ao menos por enquanto... pois as possibilidades são rarissimas e muitas vezes mesmo tão proximas, precisam ser descartadas... 

Sempre fui tão profunda e em meio aos desatinos do cotidiano, das contas que se acumulam, das obrigações, dos horários estabelecidos, simplesmente me encontro rasa. Nem o apaixonar-se me dilacera como antes, apenas atrapalha, por chegar em hora imprópria e sobretudo, direcionado ao impossivel. Me sinto burra, instavel e o pior de tudo isso: hormonalmente equilibrada, nem há TPM como álibe... 

Que seja só uma fase. Um silêncio que passe, que dissolva o que não presta. 
Quero me encontrar novamente completamente apaixonada por mim mesma, pelo que sou, que construí. 

Me quero de volta, inteira e lasciva, porque minha vida fica uma merda sem mim...
Separar os lugares certinhos para casa palavra acontecer, preparar carruagem e partir para dentro, naquela inevitável viagem que há tanto tempo venho protelando... Encontrar-me, deduzir-me, refazer-me. Eis o objetivo do agora.

28 de julho de 2011

Quero acreditar no amor romântico, mesmo sabendo que ele não existe.

Esse texto não é novo, mas de repente ele coube muito no agora. Ou eu gostaria que coubesse, na verdade. Ou sei lá... 
Eu quero acreditar em todos os amores. Sou uma romântica incorrigível e quero muito ter um companheiro de verdade para dividir a vida. Alguém que confie, que admire e respeite. Alguém que goste de ler as coisas que escrevo, nas linhas e também nas entrelinhas. Alguém que conheça muitas músicas e que tenha por elas um apreço parecido com o meu. Alguém que chore à toa de vez em quando, que goste de ver o pôr do sol. Alguém que saiba parar para respirar antes de atirar suas pedras. Que entenda que a vida é feita de momentos e que cada um guarda sua eternidade.

Quero um companheiro que me bote no colo e saiba a hora certa de me tratar como mulher, como amiga e como pessoa. Que não tenha medo de dizer o que sente e que goste muito de sexo. Que entenda que as vezes eu só quero ficar sozinha mesmo e que isso não é tristeza. Que entenda de tpm, que saiba sair, que saiba ficar, que saiba sumir e reaparecer. Que me deixe a saudade, que me traga a presença. Alguém que não encasquete com besteiras e crie caraminholas do nada. Quero alguém que tenha seus ciúmes mas não me tenha como posse. Alguém que saiba se impor, que discorde de mim, que me abrace forte de repente.

Quero alguém que me surpreenda no meio do dia com uma ligação, uma mensagem, uma presença, me convidando para uma fuga inesperada, um passeio de barco, uma banho de mar… Quero ser surpreendida, quero saber que sou desejada, quero beijos sinceros e ávidos, quero sopros na nuca, mordidas no queixo, lambidas, sussurros, ventanias e tempestades.

Quero alguém pra brigar feio e depois acabar na cama, revertendo as fúrias. Quero fechar os olhos e saber que tenho porto. Quero navegar em outros mares e saber onde posso ancorar.

Quero olhares desafiadores e gargalhadas a dois. Quero desentendimentos e reconciliações. Quero olhares cúmplices, segredos, pecados e juras de amor. Quero ser pega de surpresa durante a fuga. Quero alguém que contradiga os meus nãos. Quero boas justificativas. Quero silêncios, quero gritos no escuro. Quero alguém que me mostre que vale a pena. Quero a luta justa e limpa e a partir dela, o desafio de continuar.

Quero acreditar no amor romântico, mesmo sabendo que ele não existe.

Quero acreditar e ter fé, pois só com ela vamos adiante. Se enxergássemos o mundo cruamente como ele é, seríamos suicidas em série e a vida já estaria extinta. A paixão e a fé é o que nos move no decorrer de nossas vidas. E quando somos mais de um, somos possibilidades. E eu acredito nisso. E quero alguém que também acredite nisso para confabular comigo embaixo das cobertas e fora delas. E eu vou acreditar até o fim, vou travar essa luta comigo todos os dias, mas não vou me deixar afogar no ceticismo que me ronda. Por isso sou mãe, por isso tenho amigos e por isso continuarei buscando meu parceiro de aventuras, meu álibe, meu homem. E eu vou encontrar. Ou não seria Isa Lorena.

19 de julho de 2011

Sabe aquela pessoa que sempre se apaixona pela mesma pessoa?

Pois é, prazer.

Passam anos, tudo muda. Brotam de nós novos sonhos, novas paixões, novas perspectivas mas basta estar lá para eu me apixonar novamente. E sabe? Depois de pensar, divagar, tentar achar razões, entendi que sempre será assim. Seremos sempre assim. E sabe que mais? Deixa assim que ta gostoso... rs

Ainda escrevo um livro sobre essa história...

9 de junho de 2011

"Sofrimento é privilégio dos que sentem."

Clarice Lispector